quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Eu não tenho ninguém

Tudo é calmo, tudo é tranquilo, tudo é chato. Nenhum relacionamento problemático para conversar com os amigos, nenhuma crise para ser superada.
Sozinho aparecem tantas preocupações sobre tantas coisas, que quando a gente está com alguém,  parece que se escondem.
Às vezes deve ser assim, quem sabe?! Um tempo de paz entre tantas confusões.
Por um lado é bom saber que ninguém vai me decepcionar, afinal eu não tenho ninguém, ninguém vai me ligar pedindo perdão por ter feito algo errado que iria me magoar. Ninguém vai se atrasar, me deixando ansioso de preocupação. Ninguém vai me deixar com ciúmes com uma 'saída rápida' para atender o celular. Por enquanto ninguém vai me fazer sofrer, talvez esse seja o lado bom de se estar sozinho.
Mas e pelo outro lado?
A cama vai estar vazia no inverno. O jantar vai ser no sofá. Não vai ter ninguém para eu contar o final do livro e deixa-lo irritado por querer ler também depois. Não vai ter nenhum sorriso antes de dormir. Ninguém para eu me preocupar por estar atrasado. Não vai ter discussão pelo controle, nem planos para o domingo.
Mas o mais preocupante talvez seja o fato de isso não estar me preocupando, talvez não tanto quanto eu achei que estaria. A ideia de ficar sozinho sempre me apavorou, mas por algum motivo isso agora não importa. Talvez o que no fundo eu queira mesmo é estar sozinho pra me encontrar (tem frase mais clichê cafona que essa?) Talvez eu queira mesmo é, parar para pensar, decidir e ver exatamente onde eu quero estar e ir, em vez de apenas me jogar em tudo sem analisar onde vai dar.
Talvez o calmo, tranquilo e chato seja o melhor agora.



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