segunda-feira, 1 de agosto de 2011

E assim


Ouço seu silêncio
O silêncio das suas não palavras.
O som da fumaça saindo de sua boca, mais um cigarro.
Sua respiração ofegante
O olhar cansado, me encara, já conhece minhas respostas.
Interrompe precisamente o meu próximo movimento
Segura minha mão, não solta.
Seca as lágrimas, engole seco o orgulho
Eu então fico parado, sentado à beira de qualquer movimento
Olhando fixamente para ponto algum
Minha cabeça pesa uma tonelada
Então você quebra o silêncio
Começa a me bombardear de perguntas, desculpas, acusações, dúvidas
Eu não sei responder
Não há nada à se dizer
Mais uma vez choramos
Mais uma vez brigamos
Mais uma vez nos perdoamos
Mais uma vez nos amamos

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