terça-feira, 7 de junho de 2011

Guarde só o que for realmente bom


Saber terminar um relacionamento é tão importante quanto saber mantê-lo.
Estar em paz com uma separação, não é ignorar a existência de quem durante algum ou muito tempo te fez feliz, mas é sim poder se cruzar na rua, se abraçar e conversar tranquilamente sobre a nova vida, separados.
É poder se encontrar na padaria e ainda saber qual o pão que ele vai comprar, e ter lembranças boas de cafés da manhã juntos na cama
Sorrir e sinceramente desejar que, aquele cara que antes era a razão de boa parte da sua vida, possa encontrar um novo cara que lhe ame da maneira que você agora já não tem mais como fazer.


Viver em paz com o fim de um relacionamento, é olhar para o passado e perceber que ele foi bom, que ele valeu a pena, mas não deseja-lo de volta. É guardar tudo que lhe acresceu e jogar fora o que não foi bom.
Poder partilhar um presente sem deixar que o passado o domine é amadurecer. Não faz sentido excluir o passado, ele que te construiu até aqui, é dele que vem suas lembranças, e é nele que muitas pessoas vão existir, para sempre.
Se tornar amigo do seu ex, muitas vezes pode ser doloroso, mas tente lembrar o que fez você se apaixonar por ele, talvez tenha sido a espontaneidade, a maneira simples de ver as coisas, talvez tenha sido o corpo sarado, o gosto musical, as habilidades na intimidade, e tente ver se não vale a pena ser amigo de um cara assim. O mais tenso de todos os sentimentos vocês já tiveram, porque não ter agora o mais tranquilo, a amizade.

2 comentários:

  1. Tantas vezes pensei, no que fica depois que um relacionamento acaba, e devo concordar com você, que realmente ficam boas lembranças, momentos inesquecíveis, sensações indescritíveis...Afinal quando convivemos por quase dez anos com alguém, mesmo que tenhamos passado por várias idas e vindas nesse período, passamos e vivemos muita coisa juntos, e tão derepente puf! Tudo se perdeu, ou melhor tudo tomou seu rumo, eu segui o meu caminho, e ele, seguiu o dele, mas ficou vivo o amor, esse eu sei que ainda vive, ou melhor, sobrevive tanto em mim quanto nele...É o medo de assumir uma relação nada convencional e aceitável para os demais acabou nos afastando.Ele se casou, teve um filho, mas nada disso foi suficiente, ele seguiu lutando contra o nosso amor, por medo da sociedade, da família, das convenções, o casamento dele foi para os ares, e hoje, ele procura em várias mulheres encontrar o amor que tivemos, mas que jamais existirá pois era só nosso...
    Jamais voltei ou voltaria para ele, após ele ter tido uma esposa,um filho, e isso não se trata de orgulho ou qualquer outra coisa, apenas respeitei a escolha dele em constituir a família dele, e respeitei-a até mais do que ele, que jogou tudo fora, como um dia ele jogou o nosso amor fora. Agora ele anda por aí sem rumo, sem família, sem amor, sem nada, e me confidenciou que tenta em vão, encontrar o que tivemos, e que foi tão bom...
    Apenas sei que, quando algo se quebra em nós, não adianta tentar colar, não são todas as peças que voltam à se encaixar...
    Sabe esse relato é apenas, para dizer-lhe que o relacionamento acaba, e que euo guardo o melhor dele, o amor...Mas até hoje não encontrei nada que se aproxime, e que me faça ficar com os sentidos aguçados, que me tire o ar, a razão, e que me faça expodir em sensações e sentimentos...

    Adorei seu texto, fez com que eu pudesse refletir...
    Ainda procuro pelo amor, mas ele insiste em bater no endereço errado!
    Abraço!
    Gê!

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  2. Amar uma pessoa que não aceita o que ele é, é extremamente doloroso, já passei por isso, quando ele estava bem com isso, era o cara mais perfeito do mundo, carinhoso, atencioso, feliz, decidido. Quando passava por alguma situação que ele considerava humilhantes, que não era 'aceitável' ao que o resto do mundo exigia, ele ficava frio, distante, perturbado, tentando ser indiferente, sumia por alguns dias e depois voltava arrasado morrendo de medo de ter perdido o que ele dizia ser 'a unica coisa boa da vida dele'. Fez isso durante algum tempo, até o dia em que eu decidi que não queria viver de meias verdades, de meios sentimentos, meias emoções e meia atenção, foi quando eu terminei tudo e mesmo amando ele mais do que eu já amei a qualquer pessoa eu fui embora e deixei ele e o que nós tínhamos para trás. Eu tinha esperança de que ele entendesse que não havia nada de errado em ser como ele era, aliás como nós somos. Mesmo sofrendo e muito, eu mantive a minha decisão. Tentamos voltar varias vezes, até que infelizmente um acidente tirou a vida dele.

    Tudo isso que eu escrevi também é ver que por mais que a gente ame, a gente precisa ser amado na mesma medida, o amor de ngm é diferente, melhor ou pior, nós não temos que nos contentar com pouco nesse sentindo.

    Eu também espero encontrar o que eu vivi e sei como que bom novamente, mas de uma maneira mais livre, e sem paranóias, e guardando sempre o amor que já existiu e toda a felicidade que eu já partilhei com ele um dia. Por isso escrevo essas coisas, mais um maneira de me lembrar sempre de que nada é por acaso e tudo que a gente vive tem seu valor no tempo em que existiu, e que depois nos resta boas lembranças.
    Pronto filosofei por hoje rss

    Cara obrigado por ler o meu blog e principalmente por comentar e dizer de você também. Fico muito feliz mesmo.
    Um grande abraço :)

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