quinta-feira, 3 de março de 2011

Novo contrato


Noite começou a cair, eu queria sair, sozinho, andar de carro por aí. Parar em algum bar, beber, isso eu queria. Tomei banho, me troquei. 'Calça jeans, camiseta preta e esse tênis velho, é uniforme? Achava que gays tivessem bom gosto.' Minha irmã sabe ser chata a todo momento. Só a ignorei peguei meu isqueiro e saí. Entrei no carro acendi meu primeiro cigarro, liguei o som e sem nenhum plano, sai. Rodei um tempão, já estava enjoado de dirigir, já tinha tomado algumas latinhas, parei em um bar qualquer, nem me lembro o nome. Nunca tinha ido antes, pensei que não encontraria ninguém conhecido, me enganei. Sentei numa mesa longe da porta em um canto, pedi cerveja. Não demorou muito e eu ouvi: 'Quem é vivo sempre aparece.' Acho que o que correto desse ditado idiota seria - Quem é chato sempre aparece. Ex-caso é pior que ex-namorado, sempre retornam com pequenos dramas. Convidei ele para sentar, e bebemos. Bebemos muito. Quando me dei conta, já estavamos em 5 na mesa, eu mais ouvia e olhava do que falava, mas houve todos os tipo de conversas. Fui ao banheiro e uma cena clássica aconteceu, fui seguido, mas para minha surpresa não era meu ex-paquera, era um amigo dele, com tanto álcool nem pensamos muito e já estávamos nos beijando no banheiro. Pagamos a conta, fui para casa dele. Com minha nova companhia, já não mais me fazia falta o que de manhã me fazia, nem demorava o tempo a passar como a tarde, na verdade o tempo voava. Fizemos o que nós já queríamos ter feito no banheiro do bar. E depois repetimos, suamos muito, fizemos tudo que tivemos vontade e por fim fumamos o último cigarro da noite. Cansados dormimos. De manhã eu acordei, com uma estranha sensação se acordar em um lugar desconhecido, gravei meu número no celular dele, procurei minhas roupas, me vesti, peguei minhas chaves e fui embora, sem ele acordar. De ressaca cheguei em casa, e caí direto na minha cama. Mais um vez e outra vez ignorei os comentários sobre minha cara de acabado. Dormi, para que quando acordasse tudo isso se repetisse. A falta que eu sinto de alguma coisa que eu não sei dizer o que é. E de um alguém que eu sei que não vai voltar, de vez em quando me faz querer não querer mais nada. E eu faço coisas que eu sei que não vão mudar em absolutamente nada, nada do que eu fizer.

Nenhum comentário:

Postar um comentário