terça-feira, 8 de março de 2011

Ele era perfeito.


Ele era perfeito. Perfeito como um dia de sol na praia não muito cheia. Seus olhos eram castanhos de uma expressividade inocente. Seu cabelo era liso, caia sobre seus olhos, os olhos eram perfeitos. E ele me olhava como se eu fosse o único cara que existisse. Sua voz era doce, seus lábios era grandes e seu beijo era quente.
Ele era perfeito seu sorriso era daquele tipo que iluminava o ambiente, simpático não havia quem não gostasse dele, é, isso me preocupava um pouco. Ele era skatista, todos sabem minha atração por camisa xadrez, gírias e aqueles bonés.
Nossas tardes eram perfeitas. Na quadra, ele ficava caindo do skate, e eu ficava desenhando, às vezes lia alguma revista também.
Ele me dizia e sempre repetia que tudo era mais fácil ao meu lado, que eu o fazia sorrir sempre. Mas para mim, ele quem fazia isso comigo. No banco velho de madeira, no quintal da casa dele, no meio do paisagismo dos anos 90, ele tocava gaita, o movimento com as mãos, seu olhar concentrado e aquela música me faziam esquecer das horas à noite, a gente ria, conversava, beijava, tomava cerveja, madrugadas a dentro, nesse ponto não sei ser romântico nem elegante, eu detesto vinho, gosto mesmo é de cerveja.
Ele gostava do que eu gostava, gostos estranhos, nós sempre pedíamos pizza de escarola, todo mundo torcia o nariz e a gente comia ela inteira. 'Vocês dois combinam sabia?' A gente sempre ouvia isso na balada.
Ele era perfeito, se vestia tão bem. Não sentia ciúmes exagerado, saíamos separados às vezes, confiávamos um no outro. Ele era calmo, eu sabia que estariaa ali sempre, só esperando meu sorriso e meu abraço.
Ele era perfeito, tão perfeito quanto um sonho, o meu sonho, onde eu o criei.

2 comentários:

  1. dentre as perfeições; as inperfeições que se ama

    ResponderExcluir
  2. ah, que lindo *-* e eu tbm adoro a perfeição dos sonhos, eh tão tátil, confortável...

    ResponderExcluir