terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Como se fosse a primeira vez. Outra vez.


Outra vez eu sinto meu coração disparado. Minhas mãos tremem, e eu sinto um forte aperto no meu peito. Mais um vez eu te vejo de longe, seu andar é igual, você já me viu faz tempo, mas disfarça para não sorrir de longe e parecer bobo. Outra vez eu sinto seu cheiro, ainda é o mesmo perfume, levemente amadeirado, você sabe que eu não gosto dos cítricos. Seu sorriso é tímido mas sua vontade é de me abraçar. Minha voz some, sempre some quando eu fico nervoso. Você está tão lindo. Eu tento perguntar como anda a vida? O que anda fazendo nesses últimos meses? Cara eu sempre fico nervoso perto de você. Outra vez e mais uma vez acendemos um cigarro. Parece que o gosto fica melhor quando fumamos juntos. Bobagem. Pergunto sobre a faculdade e todos os assuntos que não nos interessa. Mas minha única vontade é de largar tudo e cair nos seus braços te abraçar tão forte e ouvir outra vez nossos planos. Outra vez ouvir sua voz suave e aquele sorriso de canto de boca me pedindo para ser só seu para sempre. Por que existe o tempo se ele acaba com o que amamos? Separa o que julgamos ser para sempre? Por que existe a distância se ela machuca e divide o que nós temos de melhor? Outra vez nos despedimos e os olhos ficam vermelhos e cheio de lágrimas. Outra vez eu viro as costas dou dois passos e olho para ver se você ainda está ali. Mais um vez nós sofremos sozinhos e calados.

Um comentário:

  1. sofrer calado dói, masnesses momentos nãohá como dizer nada alé: sofre-se calado msm

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