sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Dois Mil e Doce

Acabou, mais um ano acabou. Foi nesse ano que acabou que tive uma das experiencias mais dolorosas que eu já vivi. Uma perda que não pode ser substituída, mas junto com essa perda eu aprendi umas das coisas mais importantes: à superar. Eu aprendi que tudo tem um tempo, e que nesse tempo nós temos pouca ou nenhuma influência. Pessoas vem e mesmo sem querer também se vão, mas nós continuamos. Aprendi que a vida é curta demais para ser desperdiçada e que só recebe amor aquele que está disposta a dá-lo. Não colocar intensidade nos sentimentos é ignorá-los.
Com todos os altos e baixos, perdas e ganhos eu me sinto orgulhoso de mim mesmo, por cada noite que eu não dormi, por cada copo de cerveja que eu bebi, por cada briga que eu arrumei e principalmente por cada uma das lágrimas que eu derramei, eu vivi, eu lutei por tudo que eu achava certo, às vezes mesmo não estando.  Nem de longe eu fui e fiz o que se esperava de mim, decepcionei algumas pessoas, magoei outras sem ter intenção, mas pude sentir várias vezes uma sensação de liberdade, que talvez não tivesse sentido ainda.
Vou guardar as lembranças de quem me faz falta, vou guardar o amor de quem me ama, vou continuar seguindo em frente e disposto à dar a mão para quem quiser me acompanhar.


Em 2012 não cometa os mesmo erros, não perca seu tempo, não se preocupe com coisas pequenas, ame e se jogue no que você quiser.


À todo mundo que me lê [oi? alguém lê?], um Feliz Ano Novo, um Réveillon delicioso com pessoas que lhes façam bem, muita COMIDA e muita BEBIDA, AMOR e PAZ para que não lhes falte nada o ano todo.


Então coloca as 7 sementes de romã na carteira, pega as uvas, abrace quem estiver do seu lado e vamos cair em Dois Mil e Doce.


Beijo para quem é de beijo e um forte abraço para todos. Nos vemos ano que vem :}

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Não precisa me proteger da verdade

Eu ouvi dizer que você está bem, que está feliz novamente. Isso quer dizer que finalmente encontrou o que tanto procurava? O que comigo e em mim não conseguiu encontrar?
Dizem que tem novos planos que com o seu novo namorado pretende até se casar? Então é nele que encontrou a estabilidade que tanto dizia? É ele que te deu o que eu não pude? É quem te protege do que você tem medo?
Disseram que vocês combinam, que sorriem muito e sempre concordam um com outro. É sobre ele que você fala quando está com seus amigos? Ou é de mim que você pergunta?
É ele que vai ter abraçar quando o alguém lhe machucar? É com ele que você vai acordar no meio da noite?
Não se preocupe, não precisa mais me ligar quando ele não está, você não precisa me proteger da verdade, porque é isso que eu sempre faço, eu sigo em frente.
Eu não vou ficar aqui relembrando e tentando descobrir o porque nós não demos certo ou o que nele você encontrou que em mim faltava. Não vou me culpar ou arrumar desculpas para justificar. Eu vou seguir em frente mais uma vez.
Dizem que o amor machuca mais do que qualquer outra coisa, às vezes eu acho que não vou suportar a dor, mas aí eu penso logo mais à frente existem coisas que eu ainda não descobri e talvez seja lá que eu vou perceber que você e tudo que eu passei agora serão apenas mais uma lembrança.
Me disseram que ainda existem marcas minhas em você, em tudo e que eu te fiz bem. Espero que depois de algum tempo todos possam dizer o mesmo para mim quando se referirem à nós dois.



♪ Ouça: Castle Walls - Christina Aguilera

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Muda

Talvez nem todos tenhamos um destinos, alguns de nós apenas se perdem no caminho. E o que é verdade agora possa ser apenas um engano depois, mas não quer dizer que se tornou uma mentira, apenas não serve mais.
Pode ser que não saibamos mais o caminho de casa.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Não há nada que ele não possa fazer

"Quando eu te conheci você era encantador. Você realmente sabe o que fazer, sabe provocar e ao mesmo tempo tem um olhar tão doce e um sorriso que toma conta do lugar. De longe eu te via andando e pensava: esse cara de ter o mundo nas mãos, passos largos porem calmos parece não se preocupar com nada. Sempre de óculos escuros, rindo com seus amigos como se nada o afetasse. Tive que beber muito para poder ter coragem de falar com você, dessas bobagens que  gente tem né, as pessoas não mordem. Você foi tão simpático, desfez toda minha insegurança, me apresentou à todo mundo, rio do meu jeito errado de fazer as coisas. Aí veio a convivência, e eu pude perceber que a imagem de vida perfeita que eu tinha de você, não existia. Seus medos e inseguranças se mostraram tão evidentes. Como se sempre estivesse  fugindo de algo e correndo atrás de alguma coisa. Você é a pessoa que mais tem capacidade de amar que eu já conheci, mas por algum motivo se esconde disso. Você é tão engraçado, tão vivo mas tem medo que as pessoas percebam. Seu mundo é muito cheio, suas vontades são muito grandes, logo sinto que o espaço para mim é apertado demais. Seu melhor amigo já tinha me avisado: não há nada que ele não possa fazer, mas seu maior defeito é que simplesmente escolhe não fazer. Parece que sempre está te faltando algo. E eu já não sei o que fazer."
E depois de ter dito tudo isso, enxugou com uma das mãos o rosto e foi embora sem nem ter me dado tempo de respirar. Meu coração estava tão apertado que doía, meu olhos estavam tão cheios de lágrimas que já nem podia enxergar. Eu não conseguia dizer nenhuma palavra, nem pensar em nada. Por aquele instante o meu mundo tinha acabado. E eu só consegui deitar encostado na cama e no chão mesmo dormir.

♪ Ouça: Nobory's Perfect - Jessie J

sábado, 26 de novembro de 2011

Como um grito ao vento

O tempo passou rápido, há alguns meses eu jamais poderia imaginar que poderia conhecer a paz outra vez. Meio dramático, eu sei, mas quando se está perdido é difícil imaginar onde é o caminho que leva à saída. Depois de tanto choro, depois de tantas tentativas falhas, ligações que nunca foram atendidas, emails não respondidos, eu não poderia imaginar que tudo estaria bem agora.
Tantas coisas se passaram pela minha cabeça nesse tempo, de tantas maneiras tortas eu tentei me ocupar, esquecer e tentar novamente. Foram tantas as tentativas e tantos os erros que nem me fizeram dar conta do tempo indo.
Muita coisa mudou, você não está mais aqui e suas lembranças começam a ter outro peso.
O tempo não foi capaz de curar todas as minha feridas, nunca será, tem coisas que não podem ser mudadas. Como um asfalto fino sobre buracos na estrada, logo na primeira chuva forte fica tudo aberto outra vez.
Eu vi muitas das coisas que eu acreditava serem fundamentais para mim escorrendo como água pelas minhas mãos, e como gritos ao vento desaparecerem.
Ficou tão difícil acreditar em promessas, por mais que eu queira.
Mas o tempo, o tempo passou rápido, eu senti saudades, eu senti raiva e senti solidão. Agora sinto que já deu, para onde tudo isso me trouxe é onde estou e é daqui que eu devo agora partir para onde eu decidir ir.




Ouça: Stronger Than Ever - Christina Aguilera

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Não era amor, era melhor.

Não era amor, era descoberta. Eram fugidas no meio da noite. Era celular desligado, falta de realidade.
Não era amor, era diversão, era quarto barato de motel, era bebida e cigarros noite à dentro.
Não era amor, era prazer, era sem compromisso, sem esperar nada em troca, além de algumas horas de interesse recíproco. Um jogo entre homens.
Não, não era amor, era uma cidade diferente, um desconhecido, uma verdade que só valia pra aquele momento. Não tinha frustração, não tinha decepção, não tinha bom dia. Acabava antes do sol nascer.
Não tinha planos pro futuro, nem explicações à serem dadas, não tinha família, não tinha mágoa e nem ciúmes, não, não era amor, era liberdade. Não tinha expectativas.
Era vontade, era desejo, nem se quer era paixão. Era clandestino, era chamativo, proibido, era uma mentira.
Não era amor, porque era melhor. Era o que durasse pelo tempo que isso levasse. Não era amor, nunca foi e dificilmente poderá ser, era quase que sorte. Não era amor, porque se fosse ainda existiria. Era só mais um. Ainda não era amor.

[Texto livremente adaptado de Martha Medeiros para uma experiência homoafetiva]

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Ele já estava de partida, mesmo sem saber.


“O que você precisa entender é que o arco-iris só vem depois da tempestade, o sol só saí depois que as nuvens vão embora.”
Ele me dizia isso todas às vezes que eu estava infeliz, como se de algum modo ele quisesse me consolar de algo que ele e nem ninguém podia resolver por mim.
No meio da noite eu acordava assustado e se não o achasse na cama sentia frio. Sempre fui assim, crio dependência das pessoas, baseio minha segurança , felicidade e todas as minhas emoções nelas, depois quando elas se vão, me sinto um nada, sozinho, desprotegido e inseguro.
Porque se existe uma coisa que eu descobri cedo é que as pessoas se vão, todas elas, elas ficam apenas um tempo, umas mais outras menos, mas em algum momento elas se vão, e deixam para trás todo o espaço que elas ocuparam, como que se esperassem que substituíssemos sentimentos com a mesma facilidade que trocamos de música no player.
E quanto mais ele repetia, 'tudo nessa vida passa', 'todo sofrimento tem um fim', mais triste eu ficava, estava pressentindo um final bem próximo, ele já estava me avisando de suas intenções, talvez ele nem tivesse percebido ainda, mas eu já sabia. E a noite era por isso que eu chorava.
Eu sabia que ele seria o próximo à me deixar.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Eu não quero mais

Eu não vou escrever sobre esse vazio ou sobre as minhas dores. Porque eu já não quero mais sentir isso.
Não quero publicar minha saudade e falta que eu sinto do que já passou. Já não quero mais viver de lembranças ou de um futuro que acabou.
Não vou gastar mais minhas horas em recordações que me consomem. Porque as horas não voltam mais.
Eu quero uma nova chance para começar de novo.
E se não for pedir muito que desta vez eu sofra menos.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Eu quase posso te tocar

Sinto saudades do que não tivemos. Sinto falta de um futuro que nunca existiu.
No meu peito tem um buraco do que você me tirou.
Sinto saudades das conversas sem porque, das garrafas vazias pelo chão.
Sinto falta do que ainda havia por vir.
Sinto saudades da dependência. Da nossa incoerência.
Na minha cama só mais um travesseiro, um espaço para esticar o braço mas sem ninguém para abraçar.
Sinto falta do seu gosto, do seu sorriso, do amor que a gente poderia ter tido.
Sinto saudade de me preocupar, das ligações de madrugada, cigarros divididos.
Eu quase posso sentir seu cheiro. Quase posso sentir sua respiração. Eu quase posso te tocar.

sábado, 1 de outubro de 2011

Quantas mentiras são necessárias para não chorar?


Mas o que foi?
Já acabou, só mais um adeus, um beijo no rosto?
Em minhas mãos só as lembranças que eu ainda consigo sustentar?
E quantas mentiras mais eu terei de inventar para não chorar?
Quantas justificativas erradas eu ainda posso me dar?
Eu já nem sei mais o quanto errei, o quanto eu tentei.
A janela ainda está aberta, o vento continua entrando. Mas a luz parou de brilhar.
Quanto tempo mais eu vou esperar, em pé ao lado da porta da sala?
Quantos cigarros eu vou gastar para combinar com a minha dor?
Eu já perdi minha voz chamando seu nome.
O que mais que eu perdi? O que eu não pude ver, o que te faltava?
Do que você precisava que em mim não conseguiu achar?
O que nós juntos não pudemos alcançar?
O carro ainda está na garagem, o tanque ainda está cheio, mas o destino da viagem já não existe.
Por que está tudo tão vazio?
Depois que essa chuva passar o que vai restar?
Pra quem é que o sol vai aparecer?
Se não é no meu sorriso que você vai se encontrar o que é que nós vamos então fazer?


♪ Ouça: Who you are - Jessie J

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Vai ser sempre

Os amigos mudam. Mesmo amizades de infância uma hora ou outra podem acabar. A gente cresce e acaba percebendo que em comum o que temos com eles é só o passado que dividimos. Os interesses mudam, os pontos de vista também. As histórias que eram carregadas de detalhes e observações, hoje são apenas contadas por alto. Acredito que essas amizades apesar de agora não serem mais tão intensas duram para sempre. O que durante anos fora construído não acaba de repente. Só não há mais tanto interesse em se compartilhar tudo, de estar sempre reunidos. Mas vai ser sempre aquele abraço carinhoso ao se cruzar na rua. Vai ser sempre o interesse da conversa de amigos em comum. O convite especial para a formatura. Vai ser o motivo do café de fim de tarde. Uma rodada de cerveja no bar das antigas. A lembrança de boas festas, boas risadas, boas bebedeiras e de algumas confusões com toda certeza. Vai ser sempre um lugar para se voltar. Mas no nosso caminho tem sempre pessoas entrando e saindo. Novas pessoas ocupando espaço de algumas antigas ou o contrário disso. É sempre assim e talvez por ser assim é que isso se torna tão interessante. Mas há sempre uma certeza, os caminhos sempre se cruzam em algum momento.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Tem que ser descontraído

O que me atrai é o olhar tímido quando a pergunta é apressada demais, o rosto corado. Porque tem que ter o sorriso descontraído. Um ar de desencanado, de bem com a vida. As palavras saem naturalmente, nunca falta assunto, sabe ter paciência. Encosta a cabeça no ombro sabendo o que vai acontecer. Mas o sorriso, o sorriso tem que ser descontraído, livre. O andar é calmo, a respiração é suave. Ele ouve meus planos e eu os pensamentos dele. Me atrai a maneira de falar, roupas leves, a maneira simples de ver a vida e a vontade de conhecer tudo que há lá fora. Tem que ter pegada, não pode ter preguiça. O beijo principalmente tem que ter vontade. Sem falar no resto, bom, isso é um outro assunto. No final de tudo o que importa mesmo é que seja livre, seja leve, esteja em paz. Me atrai a disposição, viajar, sentar e tomar uma cerveja. me atrai a cabeça feita, identidade, vontade própria. Tem que ter coragem, tem que saber que é em nós que podemos confiar, que onde nós estiver juntos será o melhor lugar para estar. Tem que ser dois, tem que ser par, tem que compartilhar. Me atrai o carinho, a segurança. Tem que ter abraço, sorriso e um beijo de boa noite. E o sorriso tem que ser descontraído.

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

E quando você vem?


Estava pensando novamente em você, no tempo em que gastamos juntos. Estava esperando você ligar, para gente sair para comer, se encontrar em um bar.
Estava pensando e sair para passear com o cachorro, ir naquela loja que está com promoção de dvds de filmes, já vi alguns que eu gosto, quer que eu te traga algum?
Queria saber se você está realmente afim de fazer essa viagem comigo, são dois meses andando por aí, falando espanhol, em albergues, andando pra caramba e experimentando todo tipo de comida esquisita das cidadezinhas. Não posso imaginar uma companhia melhor pra fazer isso comigo.
Eu sei que vai ser tenso, mas essa semana nós iremos na casa dos meus pais, não me importa o que eles digam ou pensem, eu escolhi você e a decisão é minha e de mais ninguém, depois eles vão se acostumar. Você tem sorte sua mãe é ótima.
Gostou de como ficou a sala? A cor certa melhora o humor, a próxima mudança será na cozinha, ela é muito fria, parece mais um açougue, eu não gosto, definitivamente odeio, não que eu cozinhe, mas destoa com o restante da casa. É eu sei, você já falou umas mil vezes são piras minhas.
Já são 19h, horário que eu sinto uma ansiedade boa, é quando nós dois chegamos em casa e por mais que isso já venha acontecendo há mais de um ano eu espero esse horário como se fosse a primeira vez, todos os dias.
Estou animado com sua primeira apresentação. Não venho a hora de chegar e ouvir como que foi. Você ficou nervoso? Gostaram do que disse? Se gostaram merece uma comemoração, que pode se estender um pouquinho, aí matamos a academia amanhã. 
E aqui fico esperando você aparecer e então finalmente te entregar esse email. E tantos outros que tenho escritos e para escrever.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Eu nasci no verão


Eu sou o verão. Você é outra estação.
Eu sou o fim do ano, sou reveillon os fogos coloridos. Você é agosto, vem com o vento e forte chuvas, você não me acalma.
Eu sou um dia quente, sou um passei à beira mar, pés descalços o sol de fim de tarde.
Você é noite fria, muita proteção e pouca liberdade.
Eu sou o viajante, mochila nas costas, olhar deslumbrado para o que é novo. Você é moradia fixa, casa bem projetada, firme e imóvel.
Eu sou a consequência, o resultado, o trabalho feito e terminado. Você é por diversas vezes a minha causa, minha parada no caminho.
Eu sou a água, o gelo já derretido, transparente e constante. Você é fogo, o vapor disperso, confusão de partículas.
Eu não sou melhor, não sou a alegria personificada, não sou a paz materializada em vida, nem a razão muito menos a clareza, mas eu sou o que me faz bem, eu sou o tempo que não passa para algumas pessoas, o relógio que corre para trás. Mas você me tira isso, você derruba meus sorrisos, desvia meu olhar, abafa minhas palavras, me aprisiona em um lugar que só você sabe sair. Você não sabe o que fazer e não me deixa fazer o que eu sei.
Você é dúvida e eu não sou as respostas.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

No final das contas


Uma hora a gente aprende, na maioria das vezes, não por vontade própria, mas sim por estar cansado de cair no mesmo buraco, por estar enjoado de ter as mesmas brigas e tipos de conversas.
Uma hora a gente percebe que ser feliz é simples, e que a pessoa perfeita para nosso final feliz não existe, que de perfeito mesmo é só a capacidade que ela tem de te amar.
Chega o momento de cair na real, de entender que quem procura beleza às vezes encontra só o oposto.
Perceber que uma boa companhia é bem mais importante do que ser popular e conhecido por muitos.
Entender que tranquilidade no final das contas é tudo o que a gente procurava.
Que uma tarde quente, sentados numa varando, ouvindo uma música calma, fumando um cigarro, encostados um no outro é bom demais.
Enxergar que a opinião do cara que está ao seu lado pesa mais do que a de qualquer outra pessoa, é entender que agora você já não está mais sozinho.
Compreender, é isso que a gente acaba fazendo, compreende que ser feliz é buscar coisas simples e não esperar demais de ninguém, porque quem está por perto é porque quer estar, e foi pelos motivos que você deu para isso.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

E assim


Ouço seu silêncio
O silêncio das suas não palavras.
O som da fumaça saindo de sua boca, mais um cigarro.
Sua respiração ofegante
O olhar cansado, me encara, já conhece minhas respostas.
Interrompe precisamente o meu próximo movimento
Segura minha mão, não solta.
Seca as lágrimas, engole seco o orgulho
Eu então fico parado, sentado à beira de qualquer movimento
Olhando fixamente para ponto algum
Minha cabeça pesa uma tonelada
Então você quebra o silêncio
Começa a me bombardear de perguntas, desculpas, acusações, dúvidas
Eu não sei responder
Não há nada à se dizer
Mais uma vez choramos
Mais uma vez brigamos
Mais uma vez nos perdoamos
Mais uma vez nos amamos

quinta-feira, 21 de julho de 2011

São tão poucos










Eu preciso de novos amigos, de novas verdades, deum novo começo.
Eu preciso viajar, conhecer novos lugares, novas realidades, fotografar novas paisagens, tentar conversar em outro idioma.
Eu quero descobrir, esclarecer, entender o que ainda nem conheço.
Eu preciso correr, 'extra-oxigenar' o cérebro de ideias novas. De pensamentos livres.
Eu preciso conhecer novas pessoas, eu preciso sair desse circulo, desse pequeno espaço que por vezes me deixa sem ar.
Eu quero acordar em outros quartos, em lugares distantes. Quero testar a saudades de alguém.
Quero mochila nas costas, câmera na mão, pés na estrada e paz no coração.
Eu quero voar.
Eu quero as montanhas, os pores-do-sol, a lua cheia.
Campos gramadas, quilômetros de estrada, bares à beira mar.
Quero plantações de uva, cidades antigas, trilhos de trem.
Prédios de cidade grande, feirinhas de interior, rodoviárias lotadas.
Quero o mundo, quero a liberdade, quero espaço, quero companhia.
Preciso de sentido, de um guia, um mapa, um telefone público.
Quero histórias, lembranças e não lamentações.
Quero aprender a cozinhar, pular de paraquedas, soltar as mãos na montanha russa.
Preciso de uma vida, que não seja planejada, cobrada e cronometrada.
Quero ser eu, sem prejudicar ninguém, sem decepcionar ninguém, sem ter que fugir.
Quero ser livre para entrar e sair. Sem ter que dizer adeus.
Quero mais que esses meus vinte e poucos anos...

terça-feira, 19 de julho de 2011

Divagando em terceira pessoa.


Já passava das 11h da manhã, o quarto já estava quente, mas ele não queria levantar. Rapidamente pegou o celular, mas nenhuma ligação, nenhuma mensagem. Ele sentia um vazio, só queria dormir.
Na sua cabeça se questionava, o por quê mais uma vez estava sozinho. Seu namorado, agora ex-namorado tinha ido embora sem dizer uma palavra, estava magoado, esgotado, cansado de todo o tempo que gastou tentando concertar o relacionamento.
Ele chorou mais uma vez, repassou como em um filme, com uma trilha sonora melosa, todas as brigas que já tiveram, buscando uma explicação para que mais um vez sua cama estivesse vazia.
Todo o amor acabou? Toda a intensidade de tudo que haviam vivido simplesmente havia diminuído? Mais uma vez estava sem respostas. Não queria admitir que poderia ter culpa, já estava sofrendo tanto, para aceitar a verdade. Ele precisa de tempo. Precisava pensar.
O que ia fazer com todas as lembranças? E todos os planos, o futuro que estava desenhado com os dois juntos? As fotografias o que fazer com elas?
A família, depois de tudo que havia passado para assumir o namoro, como dizer que agora tudo tinha acabado?
Ele tinha inúmeras perguntas, uma dúvida imensa. Ele estava perdido, e não sabia como pedir ajuda.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Passaporte carimbado


Todos são diferente, todos tem dúvidas, medos, incertezas, sorrisos, personalidade, todos e cada um diferente do outro ocupam um espaço grande quando nossas vidas se cruzam e nos mostra que ninguém é igual a ninguém e é isso que torna tudo interessante, quando aprendemos a gostar de diferentes maneiras.
Uns te conquistam pela inocência, o olhar puro de paixão, pela vontade de cuidar, de dar carinho e atenção, ensinar o pouco de você sabe, de alguma maneira ser responsável de alguma coisa boa para ele.
Outros pela experiência, as viagens, os assuntos, os restaurante de comidas exóticas que ele conhece. O passaporte carimbado. Seu francês ao pé do ouvido.
Tem os que te prendem pela coragem, determinação, ambição. Se jogam em tudo que tem vontade, falam sem ter medo das reações, são confiantes e convictos do que querem e buscam isso.
Alguns são sensíveis, ouvem sobre seus problemas na faculdade, sobre o cara que copiou a ideia do seu projeto e entregou primeiro. Que te apoia quando seus pais insistem em te lembrar que de nada do que você fizer vai ser o suficiente para eles, esse cara está lá, mostrando que pelo menos para alguém você é mais que o suficiente. Que para pelo menos uma pessoa, você é uma parte enorme da sua vida. Esses entendem o olhar, e são capazes de saber do que se trata o assunto mesmo antes de você dizer qualquer coisa. Existem pessoas que tem a capacidade de falar com os olhos.
Todos que passam por nós deixam alguma coisa acrescentada, e sem saber eles nos ajudam a ser o que nós somos hoje.

Escolha certa

Às vezes ficamos tão preocupados em encontrar a pessoa perfeita para podermos ter então o nosso "final feliz" que deixamos de prestar atenção nas pessoas que nos procuram, não diferenciamos os que dão sinais de que querem ficar, daquelas que estão apenas de passagem. E nessa confusão podemos deixar as pessoas certas passarem, e só depois de perdê-las é que perceberemos que o errado talvez tivéssemos sido nós mesmos.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Você vai sentir minha falta


Você vai sentir minha falta... Vai sentir um vazio no peito, toda vez que olhar para uma foto minha e então ver que eu estou seguindo minha vida. E vai se arrepender quando perceber que outro cara descobriu em mim o que você fingiu ignorar.
Você vai sentir minha falta, logo pela manhã, quando ninguém mais acordar sorrindo. Vai sentir o peso da solidão, quando olhar para o lado e só ver mais um travesseiro.
Vai sentir minha falta, quando ver a minha parte do armário vazia, sem minha roupas, sem meus perfumes, sem minha presença.
Vai sentir frio, quando estiver na sala, e passar pelos meus programas preferidos.
Vai lembrar de como éramos felizes, e vai sentir saudade, quando estiver à mesa sozinho, quando lembrar do que eu gosto de comer.
Vai querer mais uma vez dividir um cigarro antes de dormir e vai se lembrar de quanto nós riamos bebendo cerveja madrugadas a dentro.
Vai se arrepender de ter jogado tudo fora, quando alguém fizer algo que te faça lembrar de mim. Quando alguém comentar sobre um filme, que eu já te obriguei assistir centenas de vezes, porque eu achava cult.
Vai chorar quando ouvir as músicas que eu escutava enquanto desenhava. Vai olhar o quarto vazio, que antes era meu escritório e vai sentir minha falta. Vai talvez desejar minha bagunça de volta, vai querer meus papéis espalhados, minhas roupas penduras. A minha xícara de café.
Vai se dar conta de todo o amor que eu dediquei a você e vai se perguntar o por quê me deixou ir embora.
Talvez você tire as fotografias da casa, mude o nome do gato, troque a cor das paredes, jogue fora os objetos que eu comprei, queime os livros que eu te dei e deixe de fazer as coisas que eu te ensinei.
Talvez você viaje, corte o cabelo, engorde, faça todo o possível para me esquecer. Mas, mais cedo ou mais tarde, você vai perceber, que já teve alguém que te amou, que te amou mais do que a si mesmo, e nesse momento talvez você perceba que o único culpado de ter perdido isso, foi você. E aí entenda que por mais que se esforce, vai ter que conviver [só] com as minhas lembranças, com a mudança que eu te fiz, o peso das suas escolhas e com a decisão mais errada que já tomou.

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Aos poucos


E aos poucos tudo muda.
As peças são trocadas.
As posições são invertidas.
Novas estradas são abertas, algumas pontes que nos ligavam a um outro lado, desabam.
Ligações são perdidas, números de celulares são apagados.
Novos contatos são adicionados.
Novas viagens são planejadas.
Antigos sonhos são esquecidos e novos planos são traçados.
O tempo se encarrega disso.
Verdades são reinventadas.
Aniversários são comemorados, pessoas envelhecem, ganham rugas.
Livros ganham reedições, filmes são refilmados.
Alguns mudam de posição na sua lista de prioridades.
Muitas das coisas que antes você julgava não viver sem, hoje são apenas lembranças.
Fotografias envelhecem, papeis amarelam, desfraguimentam-se.
Casas são vendidas, reformadas, demolidas, para dar lugar à outras histórias.
A vida continua, ela sempre continua.
O mundo continua girando, independente de sua tristeza.
O sol continua sendo sempre esperado depois de uma forte chuva.
E as pessoas que deixaram essa vida, não voltam mais.
Mas o tempo que nunca para, é o mesmo tempo que dizem cura quase tudo.

♪ Ouça:  Pyro - King of Leon 

terça-feira, 7 de junho de 2011

Guarde só o que for realmente bom


Saber terminar um relacionamento é tão importante quanto saber mantê-lo.
Estar em paz com uma separação, não é ignorar a existência de quem durante algum ou muito tempo te fez feliz, mas é sim poder se cruzar na rua, se abraçar e conversar tranquilamente sobre a nova vida, separados.
É poder se encontrar na padaria e ainda saber qual o pão que ele vai comprar, e ter lembranças boas de cafés da manhã juntos na cama
Sorrir e sinceramente desejar que, aquele cara que antes era a razão de boa parte da sua vida, possa encontrar um novo cara que lhe ame da maneira que você agora já não tem mais como fazer.


Viver em paz com o fim de um relacionamento, é olhar para o passado e perceber que ele foi bom, que ele valeu a pena, mas não deseja-lo de volta. É guardar tudo que lhe acresceu e jogar fora o que não foi bom.
Poder partilhar um presente sem deixar que o passado o domine é amadurecer. Não faz sentido excluir o passado, ele que te construiu até aqui, é dele que vem suas lembranças, e é nele que muitas pessoas vão existir, para sempre.
Se tornar amigo do seu ex, muitas vezes pode ser doloroso, mas tente lembrar o que fez você se apaixonar por ele, talvez tenha sido a espontaneidade, a maneira simples de ver as coisas, talvez tenha sido o corpo sarado, o gosto musical, as habilidades na intimidade, e tente ver se não vale a pena ser amigo de um cara assim. O mais tenso de todos os sentimentos vocês já tiveram, porque não ter agora o mais tranquilo, a amizade.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

É vago


Me sinto vazio, com absolutamente nada à acrescentar.
Sem palavras infladas para impressionar.
Sem sorrisos sinceros para conquistar.
Me sinto esgotado, sem pretextos, sem vontades. Sem o que me preocupar.
Ando vagando, desocupado, sem compromisso.
Me sinto sem controle, inerte e despreocupado.
Sem sentimentos profundos, com lembranças vagas, quase esquecimentos na verdade.
Eu me sinto alérgico, fechado e mesmo assim desprotegido. Duas forças que se repelem, sinto falta, sinto um espaço vazio.
Ouço baterem à porta, eu tenho a chave, mas não abro.
Ouço o telefone tocar, está do meu lado, mas não atendo.
Vejo o trem chegar, estou com o bilhete na mão, mas não embarco.
Talvez eu espere, espere muito, me canse, desista, ou continue esperando que, quem sabe, alguém me tire dessa monotonia que se tudo se tornou.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Eu não sei o quanto disso pode ser verdade. Se é que há alguma verdade nisso, mas no momento e enquanto eu espero, é o que eu quero acreditar.

sábado, 14 de maio de 2011

Você está em tudo...


Você está em tudo, e em todo os meus dias.
Está nos dias quentes, na piscina, em toda camiseta regata que eu vejo.
Nas noites frias, em frente a lareira, nos vinhos que eu fingia conhecer e gostar.
Você está no cinema, na última fileira, na seção meio vazia, nas brincadeiras imorais.
Você está em toda minha vida.
Na minha cozinha, nos pratos rasos, sem nada preparado, no fogão desligado, na geladeira quase que vazia, onde está você para fazer o nosso jantar?
Está na sala, no sofá a noite sozinho, no quadro que você achou grande demais, na tv que agora fica sempre ligada.
Você está nas ruas, em todo carro preto do modelo do seu que passa por mim, sinto um aperto no peito quando segue o cruzamento e ele não pára para eu entrar.
Você está em todo momento, em todos os lugares.
No aeroporto, quando não é você quem joga as malas no chão e me abraça, como nos filmes.
Você está nos finais de semana, nos restaurantes que eu não vou mais, na praia que agora já não tem tanta graça.
No parque, quando eu corro sozinho, óculos escuros, finjo não ver ninguém ao meu redor.
Nos museus, onde eu passo horas, porque você já não fica mais entediado, não me chama para ir embora, não finge gostar de arte.
Você realmente está em tudo.
Na minha nova realidade, esta que você não mais participa.
Você está em todos meus pensamentos, me lembrando de que na verdade você não está mais em lugar algum.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

O cara que eu era quando você me conheceu


Acho que esqueci do que eu realmente queria, talvez de quem realmente eu era.
Depois de te perder, depois de tudo que eu perdi, eu tentei desesperadamente preencher o vazio que eu sentia.
Me carregava de exageros para diminuir a falta que em mim doía.
Eu sinto que me esqueci, esqueci de me amar, esqueci de ter esperança. Esqueci de tudo para de todas as maneiras acabar com a minha dor.
Por noites inteiras de excessos de todas as coisas. De manhãs acordadas em camas desconhecidas, de saídas silenciosas em pontas de dedos para não acordar a minha companhia passageira. Ter que encarar outro que não fosse você que estivesse comigo depois da ressaca me dava tanto medo.
Todas as desculpas, todas as ligações não feitas, todos os números na agenda do meu celular, que hoje são apenas nomes em ordem alfabética, sem nenhum rosto a ser lembrado. Todos os não jantares.
Toda tosse seca de cigarro, todas as roupas novas para impressionar pessoas que eu não me importava. Toda fuga realidade, para tapar o buraco da saudade que eu sentia.
Tudo que eu fiz foi me perder, tentando achar o que estava faltando, tentando achar em todos ou em qualquer um você que eu sabia que não podia estar mais comigo.
Hoje eu percebo, que dos excessos que não me mataram não sobrou nada além do mesmo vazio, da mesma saudade, da mesma dor.
Então eu decidi mudar, porque se tudo que eu fiz não resolveu, talvez nada resolva, então voltei ao começo. Já não existe mais aquela inocência que você dizia ser linda, eu amadureci, conheci coisas que antes eu não conhecia, se tentasse te-la novamente seria uma mentira.
Mas no resto, estou voltando a ser como antes. A ser o cara que eu era quando você me conheceu.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Eu me perco de mim mesmo.


Eu ando me perdendo de mim mesmo. Fujo, escapo de quem eu sou.
Às vezes vou com uma onda de chega um pouco mais forte.
Às vezes sigo com o vento, quando ele é quente, fugindo do inverno das coisas que eu sinto.
Às vezes peço carona à um desconhecido, sem saber suas intenções, fecho os olhos e sigo em frente.
Eu me perco de mim mesmo, várias vezes são propositais. Acreditando que ser outro seja melhor do que ser eu.
Eu vou longe, sigo pegadas na areia, embarco em trens sem olhar o destino. Vôo sem me preocupar com a altura.
Sempre fugindo de algo e procurando por alguma coisa.
Eu me perco de mim mesmo, chego tão longe que o caminho de volta é grande, e retornando vou pegando meus pedaços, recolhendo o que eu descartei, das partes que de mim eu não queria mais.
Mas na volta, minha vontade é desesperada de me reecontrar, porque na maioria das vezes, quem eu me tornei me sufoca e tenta me matar.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

É simples


Um toque é só um toque.
Uma voz é só mais uma voz.
Um olhar é qualquer olhar.
Cruzamos com muitos olhares todos os dias. Ouvimos muitas vozes. E esbarramos aqui e ali em alguém. Com muitas pessoas diferentes temos as mesmas experiências todos os dias.
Então por que de repente começa a fazer diferença esses gestos tão normais de uma pessoa?
O toque dessa pessoa, provoca arrepios. O seu olhar te tira a atenção, te deixa paralisado olhando para seus os olhos, no fundo dos olhos, lá, onde a verdade é guardada.
Sua voz, te protege, te acalma, e te arranca a segurança de acreditar que é melhor ficar sozinho, e evitar sofrimentos.
Todos os gestos simples que essa pessoa tem, para você faz sentido.
E um toque não é só mais um toque, é o toque de quem te ama.
Não é só mais uma voz, é voz que te ajuda a ir em frente sempre, é a voz que se despede quando você se vai, e te recebe quando você volta. É a voz que tem braços, que te envolvem, que tem corpo, um corpo que encontra o seu corpo.
E o olhar, é agora o único que você cruza, em qualquer lugar que você esteja, porque é o único que você procura, é o único que te garante que você não está mais sozinho. É o olhar que te mostra o que você tem que fazer. É o olhar que diz tudo o que você precisa saber.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Eu então serei um cara de muita sorte


Hoje eu senti tanto a sua falta, chorei novamente, mas de certa forma não foi tão triste.
Senti falta da sua companhia, dos nossos planos, da mobília do quarto. Me dei uma dose de tortura ouvindo as nossas músicas, juro, têm algumas frases delas que me destroem por dentro.
Hoje mais que nos outros dias eu senti sua falta. Eu mudei, mudei muito, mas sinto falta de quem eu era, sinto falta de você.
Não estou mal, estou só com saudades, queria poder acordar novamente e olhar pro lado e ver você me olhando, guardando meu sono, com o seu sorriso lindo dizendo bom dia vida, queria poder pelo menos mais uma vez te dar um beijo bem demorado de boa noite e um abraço apertado te sentir novamente nos meus braços e por um segundo acreditar que nada disso aconteceu, queria poder me despedir.
Queria outra vez estar no banho e ver a porta se abrir e ouvir você dizendo, aquelas coisas que eu nem ousaria escrever aqui.
Gui queria só por mais uma manhã fazer nosso café da manhã, o qual você fingia que gostava só para não me chatear, eu sempre soube. Mas você gostava de me mimar, fazia tanto isso comigo que eu sentia vontade de retribuir.
Se eu pudesse mais uma vez te contrariar só pra você me fazer ficar quieto com beijos. Se eu pudesse te acordar de madrugada para correr na praia e sentar só mais uma vez nas pedras e ouvir o barulho do mar abraçado com você, se só mais uma vez eu pudesse fazer isso, abriria mão de tudo só por esse momento.
Eu acreditei quando você disse que era pra sempre, eu acreditei quando você disse que íamos ficar velhinhos juntos, e que íamos ser chamados de avós, eu tive vontade de envelhecer, porque era com você. Talvez seja por isso que é tão difícil às vezes de aceitar que eu vou ter rugas, mas você não vai vê-las.
Eu só queria mais uma chance de te encontrar, eu sei que é impossível, mas queria ter essa chance para dizer que esse é o momento mais importante da minha vida. Eu nunca vou deixar de te amar, mesmo que eu quisesse eu jamais poderia te esquecer. Mas quero te guardar no lugar mais calmo e bonito que existir dentro do meu peito e na minha memória te ocupar do melhor espaço.
Só quero poder ter mais um chance de ser feliz, como eu já fui, porque se eu tiver, eu serei um cara de muita sorte.

Ouça: Jorge Vercilo, Avesso

quarta-feira, 30 de março de 2011

Atenção demais faz mal


Pessoas inseguras e carentes na maioria das vezes não sabem o mal que estão fazendo a pessoa que está com elas. Mas elas entram na nossa vida e roubam nossa paz, nos jogam no meio de uma confusão de incertezas e dúvidas, exigem que provemos constantemente os nossos sentimentos, ficamos o tempo todo pensando no que dizer ou o que fazer.
Pessoas inseguras e carentes também precisam ser amadas e muito, mas antes precisam se encontrar e perceber que antes de amar outra pessoa é preciso se amar, e que não se pode exigir de alguém o que você não pode dar de si mesmo. Amor é importante em um relacionamento, mas não é a única coisa, onde não existe paz, tranquilidade, liberdade, tolerância, confiança e respeito o amor morre seco.

terça-feira, 29 de março de 2011

Pouco me importa


Cansei de você.
Cansei das suas tentativas frustradas de ser outro. Enjoei da sua conversa na mesa do café da manhã. Cansei dos seus dilemas, suas dúvidas, da sua insegurança.
Não ligo mais para o que você vai fazer, perdi a paciência de tentar te dar conselhos, gastar horas tentando de convencer de que algo, e em minutos você fazer exatamente o contrário. Não ligo se quando eu voltar para casa hoje, você não estiver aqui, não me importo se você não atender mais o celular.
Dane-se, você pode rasgar minhas roupas, queimar minhas revistas, quebrar meus dvds.
De agora em diante vou sair sozinho, não direi que horas vou voltar. Cansei de estar para quem não está. Não ligo mais se você for embora, se nunca mais voltar. Minhas decisões tomarei sozinho, meu futuro não pertence mais a você, acabou sua influência sobre ele. Deixei de ser o cara que espera.
Por muito tempo, acreditei que minha felicidade dependia disso, de você, mas hoje só vejo que a única coisa que você me fez, vou gastar o meu tempo.
Vou estar longe quando você se cansar da maneira que leva a vida, vou estar ocupado quando se der conta de como se ocupou de coisas desnecessárias.
Pouco me importa o que você vai pedir para o jantar, você vai comer sozinho.
Eu agora estou indo, e não pretendo voltar, estou indo por outro caminho, um onde não precisemos nos encontrar.
Eu enjoei de você, eu enjoei do jeito que nós somos. Cara, talvez eu tenha enjoado de mim, de como eu sou quando estou com você, e esse é um motivo forte para que eu então mude, e volte a me surpreender comigo mesmo.

segunda-feira, 28 de março de 2011

Só o que eu quis e fiz


Durante algum tempo minha mente se esvazio.
Eu precisei deixar tudo de lado para me concentrar no que eu iria fazer.
Pensei apenas no novo caminho que eu teria que escolher para então poder segui-lo.
Durante esse tempo eu ignorei todos os que estavam por perto, e não dei atenção aos seus conselhos, nem deixei que eles tentassem me fazer mudar de idéia.
Somei as minhas perdas, me conformei com o que já tinha acabado, e então pude olhar para frente.
Enquanto esse tempo passava, eu pude ter a certeza de que essa não seria a última vez que eu passaria por isso.

segunda-feira, 21 de março de 2011

Metido à aventureiro


Quando você perde alguém, você perde muito mais do que você acredita estar perdendo. Além da perda física, perde-se todo um futuro de planos, sonhos, desejos e idealizações. É como ver todo o tempo que vocês passaram juntos, acreditando e criando um amanhã perfeito se diluir e escorrer sem um destino conhecido, para um lugar de onde você não pode resgatá-los. Com a perda você também ganha, ganha desorientação, incerteza, tristeza, medo, insegurança, todas as coisas que antes você não conhecia, porque tinha alguém que lhe defendia de tudo isso. Você se sente tão vulnerável, tão fraco e impotente que só pensa em fugir de toda essa nova realidade, a qual você não escolheu. Aí faz o que é passível de ser feito, sofre, chora, se esgota, apaga, nega e chora novamente. Uma hora o desgaste do sofrimento é tão grande que não te sobra mais nada além de aceitar. Admitir que perdeu e encarar que se está sozinho outra vez. Aceita que tudo que tinha planejado para você não existe mais e que terá que ter novos planos e novos objetivos. E por mais que isso doa, doa muito, você tem que recomeçar.
Recomeçar não é fácil. Quando se faz tudo pela primeira vez é menos complicado, não se sabe o que virá depois. Quando se está recomeçando, você sabe os próximos passos, sabe o que te espera, claro que nada é igual, mas o processo é o mesmo. E ninguém pode te ajudar com isso.
E assim você vai indo, um dia por vez. Têm dias tristeza volta forte, dias que parecem ser impossíveis de se aguentar, outros são mais tranquilos, mas chega uma hora que você rencontra motivos para ser feliz. Você conhece um outro cara. Um outro cara que ri das suas piadas sem graça. Que entende que você definitivamente é muito bom em pedir comida pronta, que te acha o melhor motorista do mundo e que não liga para pouca definição do seu abdômen. Que fica vermelho quando você faz aquela cara de más intenções em público. Reencontra alguém que quer estar o tempo todo contigo. E aí você sente uma vontade enorme de ser o melhor cara do mundo para ele, porque é isso que ele está sendo para você. E vocês começam então a ver tudo com um olhar só, e novamente os planos recomeçam, planejam ansiosamente a viagem do fim do ano, finalmente você encontra um companheiro metido à aventureiro igual a você, que curte montanhas, cachoeiras, trilhas e acampamento. E vocês passam horas olhando mapas, pesquisando lugares bacanas para conhecerem juntos.
E aí finalmente, você começa se lembrar apenas com uma saudade boa do seu passado e das coisas ótimas que viveu nele, mas agora já sem o sofrimento de antes, sem aquele vazio que parece que vai tomar conta de tudo. Você não esquece de nada, apenas se permite não sofrer mais tanto assim.
Recomeçar é difícil, ninguém nunca disse que não seria. Mas se você não fizer isso, vai viver apenas no passado, apenas de lembranças e por mais que elas sejam maravilhosas, são apenas lembranças.

sábado, 12 de março de 2011

Eu não posso te defender de si mesmo


Você corre, cada vez mais rápido, para cada vez mais longe, mas sem chegar a lugar algum. Se esconde de si, com medo de descobrir a pessoa que aí dentro você guardar.
Eu não posso te defender se si mesmo. Você é seu maior inimigo, se aprisiona, assustado se perde dentro dos seus sentimentos, porque dessa maneira tudo fica mais fácil, talvez é o que pense.
Afasta as pessoas que te querem por perto, machuca, ainda que sem querer. Faz sangrar. Você vem, sai e depois volta, envolve a todas na sua desordem, tira a paz de quem te ama. Está tão perdido e mesmo assim se recusa e receber ajuda.
Eu já vi e vivi isso antes, sei qual será o seu próximo passo, e eu não gosto. Sei que você não fica por muito tempo. Logo alguma dúvida lhe fará ir embora novamente.
Isso para mim não basta, para ninguém deve bastar, é por isso que você está sempre sozinho, porque só oferece meios sentimentos, meias emoções, metade do que se deve ter.
Eu não posso te defender de si mesmo, mas posso me proteger de sofrer ainda mais.
Dessa vez quando você voltar eu já não vou mais estar aqui, e quando me procurar e finalmente não me achar, talvez e quem sabe dessa vez perceba que eu não fui o primeiro que você deixou sair da sua vida, e se dê conta de que possivelmente não serei o último.

♪ Ouça: Tears Dry Their Own - Amy Winehouse

terça-feira, 8 de março de 2011

Ele era perfeito.


Ele era perfeito. Perfeito como um dia de sol na praia não muito cheia. Seus olhos eram castanhos de uma expressividade inocente. Seu cabelo era liso, caia sobre seus olhos, os olhos eram perfeitos. E ele me olhava como se eu fosse o único cara que existisse. Sua voz era doce, seus lábios era grandes e seu beijo era quente.
Ele era perfeito seu sorriso era daquele tipo que iluminava o ambiente, simpático não havia quem não gostasse dele, é, isso me preocupava um pouco. Ele era skatista, todos sabem minha atração por camisa xadrez, gírias e aqueles bonés.
Nossas tardes eram perfeitas. Na quadra, ele ficava caindo do skate, e eu ficava desenhando, às vezes lia alguma revista também.
Ele me dizia e sempre repetia que tudo era mais fácil ao meu lado, que eu o fazia sorrir sempre. Mas para mim, ele quem fazia isso comigo. No banco velho de madeira, no quintal da casa dele, no meio do paisagismo dos anos 90, ele tocava gaita, o movimento com as mãos, seu olhar concentrado e aquela música me faziam esquecer das horas à noite, a gente ria, conversava, beijava, tomava cerveja, madrugadas a dentro, nesse ponto não sei ser romântico nem elegante, eu detesto vinho, gosto mesmo é de cerveja.
Ele gostava do que eu gostava, gostos estranhos, nós sempre pedíamos pizza de escarola, todo mundo torcia o nariz e a gente comia ela inteira. 'Vocês dois combinam sabia?' A gente sempre ouvia isso na balada.
Ele era perfeito, se vestia tão bem. Não sentia ciúmes exagerado, saíamos separados às vezes, confiávamos um no outro. Ele era calmo, eu sabia que estariaa ali sempre, só esperando meu sorriso e meu abraço.
Ele era perfeito, tão perfeito quanto um sonho, o meu sonho, onde eu o criei.

quinta-feira, 3 de março de 2011

Aluguel de realidades


Ontem eu acordei cedo, estava começando a ficar frio, o vento pelo menos estava bem gelado. O sol nem estava muito evidente, um tempo nublado, que particularmente me deprime um pouco. Levantei e fui até o banheiro, ainda dormindo escovei os dentes, e só acordei depois de lavar o rosto. Como todos os dias, sentei à mesa, minha mãe e meus irmãos conversavam, mas eu não escutei nada, comi meu cereal, tomei meu suco. Saí. Fui à academia, e por mais que eu me esforçasse para ser simpático, ignorei totalmente a presença de todas que estavam lá. Fui ao parque, tirei o tênis, pus os pés no lago e deitei na grama, de longe ouvia a voz das pessoas que caminhavam, as quais eu também ignorei. Meus pensamentos voaram, em muitas direções, quase dormir ali mesmo. A essa altura as nuvens já estava indo embora e o sol começou a incomodar. Levantei. Voltei para casa. Sentei na calçada, meus cachorros logo deitaram do meu lado, e eu dormi. Não eram nem 11 horas da manhã ainda e eu já estava cansado daquele dia. Acordei com a Tia Lu perguntando se era para fazer almoço para mim, respondi que não.
Eu não sabia onde minha mente se encontrava, não conseguia me concentrar em nada por muito tempo, logo minha cabeça estava vazia. Sentia falta de algo, sentia falta de alguém, sentia que não queria estar onde estava, nem com as pessoas que eu me encontrava. Eu sabia que algo estava errado, que estava fora do lugar, droga eu estou tão perdido. Tudo que eu faço, que eu falo, que aparento, são só disfarces, por dentro eu estou destruído, em uma desordem que me sufoca.
A tarde tudo piora um pouco, é o calor, o sono, e a preguiça social que fazem com que as horas se arrastem. 'Coca Zero ou suco de laranja sem açúcar?' a moça da lanchonete já sabia o que eu ia pedir, estou me tornando previsível. Só para contrariá-la pedi café, mas sem açúcar. Já tinha ouvido meu celular tocar, mas não queria atender, não queria falar com ninguém, parecia tão difícil abrir a boca.

Novo contrato


Noite começou a cair, eu queria sair, sozinho, andar de carro por aí. Parar em algum bar, beber, isso eu queria. Tomei banho, me troquei. 'Calça jeans, camiseta preta e esse tênis velho, é uniforme? Achava que gays tivessem bom gosto.' Minha irmã sabe ser chata a todo momento. Só a ignorei peguei meu isqueiro e saí. Entrei no carro acendi meu primeiro cigarro, liguei o som e sem nenhum plano, sai. Rodei um tempão, já estava enjoado de dirigir, já tinha tomado algumas latinhas, parei em um bar qualquer, nem me lembro o nome. Nunca tinha ido antes, pensei que não encontraria ninguém conhecido, me enganei. Sentei numa mesa longe da porta em um canto, pedi cerveja. Não demorou muito e eu ouvi: 'Quem é vivo sempre aparece.' Acho que o que correto desse ditado idiota seria - Quem é chato sempre aparece. Ex-caso é pior que ex-namorado, sempre retornam com pequenos dramas. Convidei ele para sentar, e bebemos. Bebemos muito. Quando me dei conta, já estavamos em 5 na mesa, eu mais ouvia e olhava do que falava, mas houve todos os tipo de conversas. Fui ao banheiro e uma cena clássica aconteceu, fui seguido, mas para minha surpresa não era meu ex-paquera, era um amigo dele, com tanto álcool nem pensamos muito e já estávamos nos beijando no banheiro. Pagamos a conta, fui para casa dele. Com minha nova companhia, já não mais me fazia falta o que de manhã me fazia, nem demorava o tempo a passar como a tarde, na verdade o tempo voava. Fizemos o que nós já queríamos ter feito no banheiro do bar. E depois repetimos, suamos muito, fizemos tudo que tivemos vontade e por fim fumamos o último cigarro da noite. Cansados dormimos. De manhã eu acordei, com uma estranha sensação se acordar em um lugar desconhecido, gravei meu número no celular dele, procurei minhas roupas, me vesti, peguei minhas chaves e fui embora, sem ele acordar. De ressaca cheguei em casa, e caí direto na minha cama. Mais um vez e outra vez ignorei os comentários sobre minha cara de acabado. Dormi, para que quando acordasse tudo isso se repetisse. A falta que eu sinto de alguma coisa que eu não sei dizer o que é. E de um alguém que eu sei que não vai voltar, de vez em quando me faz querer não querer mais nada. E eu faço coisas que eu sei que não vão mudar em absolutamente nada, nada do que eu fizer.

quarta-feira, 2 de março de 2011

Entre baralho, sinuca e um novo amor.


Quando se passa muito tempo namorando e depois, algum tempo sozinho, você perde um pouco da prática de conhecer pessoas novas, se acostuma tanto com o jeito de um cara só, e depois com o seu próprio jeito que se esquece de como as pessoas são diferentes.
Estamos tão acostumados à jantar com a mesma pessoa, que já sabemos o que ela vai pedir no restaurante, e quando saímos com alguém diferente, estranhamos as maneiras dele. Conhecemos o gosto musical, e já se tinha estabelecido um consenso do que ouvir no carro, aquelas músicas que agradavam os dois. Sabíamos como ele ia sair no fim de semana, que tipo de roupas costumava usar, e gostávamos do seu estilo. O humor matinal, seu cereal predileto e todas as coisas que aprendemos dividindo o tempo com alguém, isso também a gente já sabia.
Nos acostumamos e nos condicionamos a já ter isso certo, que às vezes agora não temos muita paciência para aprender tudo de novo, de um alguém novo.
Precisamos de tolerância, até que possamos outra vez ter o 'nosso' com um outro e novo alguém, nossos filmes preferidos, o perfume que agrada, porque vamos combinar que o cheiro é fundamental.
Vai levar um certo tempo para que tudo se encaixe novamente, não dá para logo de cara você se apropriar de algumas roupas dele, e você talvez nem vai gostar muito de encontrar ele com sua camiseta favorita. Intimidade leva tempo e dedicação. Mas é preciso estar disposto a compartilhar novamente. E ser apresentado ao mundo dele. E cara, pensa bem, vai ser bom, conhecer coisas novas, manias novas, amigos novos, os dele que você vai ganhar, e se ele mandar bem na cozinha, uns quilos novos também. E seja bacana, mostre o que você é. Deixe ele te conhecer, mostre seus conhecimentos sobre arte, novela, futebol ou twitter, o que você dominar. E que vocês sejam companheiros em todos os sentidos, inclusive na sinuca e no baralho, namorados ganham fácil quando estão jogando em dupla. Só não tenha medo de novidades nem aceite o estado que você se encontra se isso não está lhe fazendo bem.