sábado, 5 de setembro de 2009

A vida de uma pessoa não é simples demais para não ser levada em conta. É pesada, as vezes é cansativa, é triste. O passado não desaparece. As marcas não vão diminuindo com o tempo. O tempo é a única coisa que passa, e passa rápido. As expectativas que são feitas em você às vezes são grandes para serem carregadas. Decepcionar é inevitável.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Já tô me tornando o dono do 'não quero mais'.
Cansando cada vez mais rápido das coisas, das pessoas e dos lugares...
Vivendo de amizades passageiras, casas temporárias e casualidades sem nenhuma importância.
Dedicando atenção demais a coisas que depois de algum tempo parecem desnecessárias e cansativas.
Talvez essa seja a realidade, inconstante demais para que eu crie algum apreço.

terça-feira, 9 de junho de 2009

Com a inconstância dos pensamentos. Desordem das vontades. Equilibra-se sobre o que acha ser certo. Os dias continuam passando, as pessoas continuam levando sua vida e cada vez mais rápido. O mundo não para quando se está cansando. O transito não muda quando se está com pressa. A fome não passa só de olhar para a comida. Esconde a raiva e prende a tristeza, mas continua sempre a frente. Impossibilitando a perda de um tempo que não volta mais. Que talvez não volte mais.

terça-feira, 26 de maio de 2009
















O que eu vejo não importa, porque o que eu digo não se pode escutar. Não está na frequência do som. Não tem peso, nem importância. Só tem cheiro, forte e incômodo.
Quem nos ensinou o que é ilegal, errado e que faz mal?

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Não justifico

Já não quero o que antes queria. Já não gosto do jeito que seria.
Também não vivo como se espera, e não sigo por onde recomendam.
Às vezes corro, mas sem sentido, às vezes grito no silêncio de quem me ouvia.
Já não sirvo para o que antes me servia.
Também não minto, e não justifico meus enganos.
Às vezes vivo, outras vezes só existo.

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Palavras soltas



Escrito no espaço com palavras soltas sem sentido lógico, mas que revelam a tendência do seu próprio espírito.

Despejando toda sua vontade como vômito...

domingo, 3 de maio de 2009

Escolhas


Você pode ter o cuidade helênico na descrição de suas palavras, ou acreditar que tudo é futilidade. Você pode escolher com quem andar, ou apenas acompanhar alguém que esteja passando. Pode ter a tradição de muitos anos ou seguir a tendência contemporânea. Você pode escolher, é preciso. Não se pode ficar ao centro, na metade ou mais próximo, deve-se ter a coragem necessária para a escolha, seja ela qual for. Mesmo que isso não faça diferença, pois a linha do certo e do errado não é fixa. Depende de onde você está olhando. O censo comum por muitas vezes não existe. Os padrões, esses são variantes e como tais não valem por muito tempo e o que nos define são nossas escolhas ou a falta delas.

terça-feira, 31 de março de 2009

De verdade, só a verdade


Eu gosto mesmo é de gente de verdade, gente real com seus sonhos e com seus medos, com uma vida de verdade. Uma gente que carrega nas costas o peso de seu próprio mundo. Gente que acorda para vida todos os dias sem folga uma gente que ainda nem conseguiu dormir. Pessoas de vontades, com realidades, com um dia de cada vez. Nessa brincadeira de vida real. Sem pose para a lente. Nem textos ensaiados para impressionar em um discurso. Gente que vive, mas vive mesmo. Que a cada dia faz sua história. É dessa gente que passa despercebida que eu estou falando. Aqueles que não têm cargos importantes nem projeção na mídia. Gente que não faz da vida um espetáculo público, mas que luta todos os dias. Essa gente que nem sabe que é gente.

terça-feira, 24 de março de 2009

Quem sou eu?

Espero nunca poder chegar a esta resposta em definitivo, não que eu não saiba quem sou, talvez saiba, mas não fixamente. Quero ser livre para mudar sempre que cansar de mim mesmo. Quero ter a mente sempre aberta a tudo que é novo, e que se prove verdade. Quero sempre mais do que já existe, não por ganância, mas por uma vontade descomunal de abraçar o mundo com as pernas. Quero que os padrões em mim não tenham vez. Que o preconceito se desvie ao me ver bem distante. Quero uma alegria que contagie a todos. Uma paz que acalme o mundo. Mas também quero a disposição necessária para fazer alguma diferença, não talvez para o mundo inteiro, mas pelo menos para aqueles que me cercam. Quero tudo que estiver disponível, quero o que não estiver também. Quero novas respostas, quero ir buscá-las. Quero novos caminhos. Equilibrando as descobertas com as lembranças do que já sei. Quero construir, mas se for preciso quero demolir, acabar com o que não serve para dar lugar a coisas úteis. Eu quero muito mais. Como já dizia C.L. liberdade é pouco, o que eu quero ainda não tem nome. (humildemente parafraseando)

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

E o por aqui vai indo. Vai indo o tempo, a vontade e todas as coisas vão indo junto. E talvez quem sabe um dia essa tal paz chegue realmente. Pois por aqui já se desacreditou. Já há muito se entregou, desistiu de pensar, de lutar, até de sentir. Há tempos que tudo daqui sumiu. Só sobrou a esperança. Essa de alguma maneira insiste em ficar, insiste em esperar até em confiar. Mas solitária, ela segue caminhando e vaga sozinha por essas ruas. No meio de toda essa fumaça ainda dá para vê-la. Tratada com tanta indiferença.

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Começo das aulas. Velha rotina. Velho trampo. Velhos amigos. Velha mania de criticar.

sábado, 7 de fevereiro de 2009

Passado recente


Está tudo bem agora. Nada mais pode me machucar, já não sinto dor, nem medo. Não se assuste eu não pedir meus sentimentos, ainda resta a esperança, essa que cria a força, a coragem e a vontade. Só se foi o que há muito não servia. Mas não tenha medo, a escuridão é só a ausência da luz e o inverno, do calor. Não há nada de assustador escondido lá. Logo não sinto falta nem saudade de outros tempos, mais amenos, tranquilos e fúteis. Nesse passado recente não existia espaço para nada além do que me cegava. Ser livre é realmente perder tudo, se perder, para depois, reencontrar só o que importa.

domingo, 1 de fevereiro de 2009

só a paz


Talvez eu encontre a paz em um lugar que eu não esteja procurando, que casual como um tropeçar eu caia sobre ela. Talvez haja um lugar onde as diferenças e a personalidade sejam valorizadas. Onde os direitos sejam respeitados. Que todos possam pensar por si só, e que não sejam mais um brinquedo de corda programado para repetir ideias feitas. Quem sabe nesse lugar ninguém precise lutar para ter a consideração de alguém. Quem sabe nesse utópico lugar de loucos a família possa ser uma escolha e os amigos parte dela. E todos poderão ser e fazer tudo que quiserem, e não sentir culpa alguma por isso. Que a frustração e o cansaço não sejam maiores que a vontade de mudar. Que a luta e os erros não acomodem ou acostumem à injustiça. E que parar e recomeçar seja parte de mais uma escolha e não um retrocesso. E não haja quem baseado em velhos conceitos moralistas diga que algo é impossível ou ilícito. Mas que essa moralidade falsa seja substituída por novos pensamentos baseados na liberdade, igualdade, respeito e lealdade, que muitos ainda insistem em suprimir com o preconceito.


http://www.youtube.com/watch?v=dUyHdqdEonk

sábado, 24 de janeiro de 2009

contra cansado e cheio

Depois de gritar tanto, de conversar, de sussurrar, ficou calado. Depois de lutar contra todos, de lutar sozinho, de lutar contra si mesmo, ele parou. Defendeu enquanto aguentou. Suportou enquanto pode suportar. Depois por um momento observou. Não tinha dado em nada, não era nada. Depois de tanto esfoço, resolveu parar. Agora ele apenas anda sem direção, mas também não anda contra. Agora ele apenas fala, mas sempre no mesmo tom. Agora ele dedica sua força, sua mente, sua vontade à nada. Cansado, ele se rendeu. Sozinho não pôde dar conta.

Às vezes eu me canso... Na boa quero desistir de pensar de me indignar, mas não consigo...
Aí nessas horas, eu paro (para pensar) e decido continuar, as minhas revoltas e as minhas derrotas não significam quase nada, mas mesmo assim eu continuo, mesmo que ninguém as leiam.

Se conformar já é aceitar as coisas como são e se tornar igual.

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Evolução

O engraçado é ver como algumas pessoas se dizem chocadas com a intolerância exercida na inquisição católica, na escravidão dos negros, nos campos de concentração nazistas da segunda guerra mundial e na ditadura militar. Uma linha do tempo marcada por pessoas ditas postas por um deus que as permitia ser maiores que as outras e de maneira violenta faziam valer suas vontades. Tudo isso realmente é muito chocante e inaceitável, causa revolta por parte da maioria das pessoas, mas o engraçado é ver que tais pessoas que se posicionam contra tais atos bárbaros, aceitam passivamente a exclusão por parte religiosa de grupos que eles mesmos julgam ser contra a vontade do seu deus, aceitam ou até mesmo participam de piadas ou preconceitos explícitos contra os negros dos quais seus antecessores mesmos escravizaram, até mesmo apóiam o uso violento da força policial para com pessoas marginalizadas que eles julgam ser uma ameaça a nossa tão democrática sociedade. O chocante mesmo é ouvir de pessoas que estudaram para lidar com outras pessoas idéias neo-nazistas, pregando abertamente o separatismo, discriminando grupos e regiões por seus hábitos e suas carências.

A intolerância, a ignorância e o preconceito nunca acabaram, só trocaram de roupa, uma mais discreta um pouco mais sutil, para do mesmo jeito obter a aceitação da maioria das pessoas.Mas apesar de tudo, alguns ainda vão seguindo assim, acreditando em uma evolução, em uma união, e finalmente em uma compreensão que ultrapasse a cor, a raça, as religiões, as regiões, o sexo, as opções e tudo que alguém possa escolher.

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"Quando olho para o céu, de alguma forma sinto que tudo vai mudar para melhor, que essa crueldade vai acabar e a paz voltará." - Anne Frank.

domingo, 11 de janeiro de 2009

Chegando

Tô chegando agora no blog. Então não tenho nada meu ainda para publicar. Mas para começar por aqui, vou colocar uma descrição que a atriz Leona Cavalli faz do ser humano:

- Vejo o ser humano como luz em sua máxima expansão. E acredito que o adensamento dessa energia e a sua concentração em um corpo físico limítrofe seja o milagre da vida na terra. A corporificação do amor, em suas diversas possibilidades, encontros, movimentos e formas, relacionado com outras energias existentes, é o que chamamos de beleza, o milagre da vida na cena.